sábado, 12 de março de 2011

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Ordem na casa d'el Rei.




A confirmação da unificação dos campeonatos nacionais dos anos 1959-1970 pela CBF tem um grande justiçado. Pelé*. Não fazia sentido ter uma hegemonia reconhecida nos níveis estadual, continental e mundial sem que a própria entidade reconhecesse este "degrau nacional" dos campeonatos.

Vale lembrar que os estaduais, bem como continentais, antes de 1971 também não eram "organizados pela CBF", fato que fazia cair por terra o mais usado dos argumentos anti-unificação. Até mesmo porque a Taça Brasil/Robertão valia vaga na Taça Libertadores, que a CBF nunca contestou.

Sim, os torneios nacionais do período em questão tinham regulamento estável, eram "disputáveis" por todos os times que disputavam campeonatos estaduais e possuíam a credibilidade dos próprios clubes para o acesso a torneios continentais.

Enfim, não precisa chamar de Brasileirão, mas era nacional. Sem mais.


* Assim como Jairzinho, Ademir da Guia, Pepe, Tostão e tantou outros notáveis, agora "campeões do que já ganharam", de fato e direito.

Parabéns também ao jornalista Odir Cunha (link), responsável pelo Dossiê sobre a unificação, trabalho fundamental para essa mudança.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

O seu estádio ou o seu bar?

Um texto do amigo santista Felipe Ferreira.


"Quem faz a torcida ir ao estádio, ou conquista títulos ou no caso, faz o time subir de divisão, é clube bem administrado, com boas equipes e resultados. A torcida ajuda, seu apoio é fundamental, mas não entra em campo, nem administra com capacidade, realizando várias ações conjuntas que fazem o clube se tornar bem sucedido.

O SFC é maior que todos nós. Provou ter a vitória no seu DNA, sendo um dos poucos clubes no mundo a ter tantos títulos nacionais e internacionais, sem ser de uma capital. Quanto as torcidas organizadas, sou contra (mesmo meu pai sendo um dos primeiros sócios da TJ). Elas afastam o público, fazem cânticos que enaltecem sua marca e não o clube que tanto amamos, já teve benefícios, inclusive políticos.

Eu faria uma campanha para adequar os torcedores oganizados em sócios do clube, pois muitos pagam mensalidade (mesmo que menor que a do SFC) para a torcida e não para o clube. As vezes, o jogo tá pegando fogo e a organizada tá gritando algo sem o menor sentido que não auxilia o time em nada e para completar e justificar o que escrevo, remeto a partida da copa do Brasil contra o Atlético/MG, jogo que precisaríamos vencer e a torcida organizada se recusou a incentivar, somente assistindo. -- obs: em função de uma discussão com a diretoria do clube. -- Foi quando o restante ou público impulsionou e apoiou a equipe, de uma forma empolgante e a torcida organizada, de tão constrangida, começou a ajudar no apoio.

Já disse inúmeras vezes que o futuro do esporte, para torná-lo rentável, com arenas cheias é modificar a ênfase e a visão do torcedor para o público e a família, como é nos EUA, principalmente, quando as arenas modernas estiverem prontas. É a família que traz recursos ao clube, que consome e torna-se fidelizado. Comparo o estádio de hoje e a ênfase ao torcedor, principalmente organizado, a um bar, cujo público alvo são os jovens. Vão de carona, muitas vezes com os pais,fazem muito barulho, são metidos, dão trabalho, causam confusões, afastam público e, no final, compram uma latinha de refrigerante e passam a noite toda. Só dão prejuízo.

O que o torcedor (alguns, não são a regra) faz hoje nos estádios? Compram o ingresso, as vezes, compram uniforme pirata na frente da loja do clube, compram alimentos fora do estádio (já que dentro a procedência é a mesma, total falta de cuidados higiênicos), gritam cânticos de suas torcidas (não do clube), brigam, depredam, afastam o público e, no final, deixam pouco dinheiro para o clube ou melhor, causam prejuízos ao clube.

Com o esporte voltado para a família, pode-se programar diversas atividades, para todos passarem o dia no empreendimento, onde irão gastar recursos em lojas, praça de alimentação, ingresso (vamos calcular 3 ou 4 ingressos por família), estacionamento, alimentação durante o jogo, talvez a janta. Esse caso, seria o bar voltado para pessoas com mais idade, resolvidas e bem sucedidas profissionalmente, financeiramente, que vão em casais, consomem alimentos, bebidas com valor agregado superior, pagam estacionamento.

Desculpem-me pelas analogias, mas acho que resume bem a diferença atual e o futuro do esporte bem sucedido."

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Recomendo!

Tudo no futebol que não se vê à primeira vista.

http://andreflexa.blogspot.com/

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

A gente não quer só... gols.

O estádio "Arena Barueri" recebeu ontem seu primeiro clássico. Santos e São Paulo fizeram uma partida cercada de polêmica sobre a localização e os acessos das torcidas organizadas. Na semana em que a segurança foi o ponto central das discussões, parece que os organizadores esqueceram de algo mais essencial: a água.

No setor destinado aos mais de 2.000 torcedores santistas, a única maneira de aliviar o calor de 36 graus era comprar água. No entanto, não existiam bares, lanchonetes, nada. Apenas um vendedor ambulante apareceu durante o jogo, tendo sido cercado pelos torcedores. As imagens estão no video, abaixo.

Não estamos falando de um jogo de grande torcida no estádio, afinal eram pouco mais de 14.000 torcedores, sendo que a carga de ingressos a venda era de 25.000. Como pode ter faltado água? E se tivéssemos a capacidade total, seria ainda pior!

Não tenho mais palavras pra comentar. As imagens dizem por si, veja abaixo:



http://santosfctv.blogspot.com/2010/02/como-o-torcedor-e-tratado-nos-estadios.html

Texto: André Bastos -- http://www.torcedoremfoco.blogspot.com
Vídeo: Rachid

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Ferj negocia vender ingressos nas estações do Metrô e da SuperVia

qui, 28/01/10

por thiago lavinas

Rubens Lopes, presidente da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, está em uma fase avançada da negociação com o Metrô e a SuperVia (trens) para que ocorra nas estações a venda de ingressos dos jogos dos clubes cariocas. Já aconteceram duas reuniões entre as partes e agora o Metrô e a SuperVia estão realizando um estudo para saber quais seriam os melhores pontos para acontecer a comercialização.

O problema é que a Ferj não pode fechar o contrato. Pelo Estatuto do Torcedor, a obrigação é dos clubes. Mas Rubens Lopes quer deixar todo o esquema armado antes de passar a bola para os dirigentes. Para não ter nenhum problema. Tanto que já está sendo organizada uma coletiva para a próxima semana (provavelmente no dia 4 ou 5 de fevereiro), com a participação da secretária de esporte, turismo e lazer, Márcia Lins, para o anúncio da parceria.

A Cidade do Samba também pode ser utilizada nos dias de jogos no Maracanã para a venda de ingressos. Uma conversa está ocorrendo com a Liesa, a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro. Na proposta, os torcedores teriam meios de transporte direto da Cidade do Samba para o estádio.

http://colunas.globoesporte.com/primeiramao/2010/01/28/ferj-negocia-vender-ingressos-nas-estacoes-do-metro-e-da-supervia/